São José de Ribamar vive um cenário de abandono que salta aos olhos da população. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador Fikfik (Solidariedade) voltou a denunciar o estado crítico das vias públicas, desta vez no bairro Pindaí, expondo o que classificou como serviços de péssima qualidade e obras mal executadas pela gestão municipal.
Nas imagens, o parlamentar aparece em meio à lama, poças d’água e buracos, usando a própria realidade enfrentada diariamente pelos moradores para questionar a eficácia das intervenções recentes. A crítica é direcionada à administração do prefeito Dr. Julinho e à condução das políticas de infraestrutura, que, segundo o vereador, não têm entregado resultados compatíveis com os recursos disponíveis.
A denúncia, porém, vai além de um ponto específico. Para Fikfik, o caos é generalizado e atinge praticamente todas as áreas do município, com destaque para a infraestrutura urbana. “É inadmissível que, mesmo após obras recentes, as ruas já estejam se deteriorando. Isso mostra a falta de qualidade, de planejamento e de fiscalização”, afirmou o vereador em sua manifestação.
O questionamento ganha ainda mais peso quando se analisam os números do orçamento municipal. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, aprovada pela Câmara Municipal, gira em torno de R$ 994 milhões, quase R$ 1 bilhão. Para 2026, a previsão é ainda maior, chegando a aproximadamente R$ 1,14 bilhão. Além disso, o município conta com emendas parlamentares que reforçam o caixa da Prefeitura.
Mesmo com esse volume expressivo de recursos, a realidade nas ruas contradiz os números oficiais. Moradores relatam obras paradas, intervenções inacabadas e serviços que se desfazem com as primeiras chuvas. “O dinheiro existe, o orçamento é bilionário, mas a população não vê esse investimento chegar de forma concreta”, criticou Fikfik.
Outro ponto duramente atacado pelo vereador diz respeito ao endividamento do município. Segundo ele, a gestão do prefeito Dr. Julinho contraiu dois empréstimos, com aval da Câmara Municipal, que somam quase R$ 70 milhões. O problema, de acordo com o parlamentar, é que as obras prometidas com esses recursos não aparecem, enquanto a cidade fica com a conta para pagar. “São milhões em dívidas e a pergunta que fica é: onde estão as obras?”, provocou.
A atuação de Fikfik faz parte do que ele define como seu papel constitucional de fiscalização, cobrando providências imediatas para garantir o direito de ir e vir da população ribamarense e a correta aplicação do dinheiro público.
Enquanto os números do orçamento crescem e os empréstimos se acumulam, a realidade enfrentada pelos moradores de bairros como Pindaí, Jaguarema, Ubatuba e Laranjal revela uma cidade mergulhada em lama, buracos e abandono. Um contraste que reforça a cobrança: com quase R$ 1 bilhão por ano, São José de Ribamar poderia e deveria viver outra realidade.
Parece que o prefeito Julinho estaria preocupo com a eleição do filho que é pré – candidato a deputado estadual, enquanto isso o povo sofre com o descaso.










